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Onde anda você, Ex-aluno?

Jack Silberman – Eletrônica 1981:

Olá de San Diego, CA USA. Espero que este texto para o Alumni consiga passar uma ideia do quanto o ORT mudou a minha vida.

Nos últimos 18 anos eu e minha família estamos morando nos EUA, onde trabalho em robótica. No momento, trabalho com projetos para o DOD (Department of Defense) em uma start-up company onde eu sou o CTO (Chief Technology Officer). Alguns exemplos de projetos em que estamos escrevendo propostas de verba são robôs para demonstrar IED (Improvised Explosive Devices), instrumentação para monitorar os sinais vitais de soldados durante os testes de novas armas e instrumentação para ajudar na recuperação de veteranos com PTSD (Post-Traumatic Stress Disorder).

Anteriormente, trabalhei 10 anos em automação e robótica em Biotecnologia e Medical Devices como gerente e diretor de engenharia. Exemplos de projetos são “lab in a chip” (microfluidics) e “protein cristalization”, onde cristais de proteínas são expostos a raios-x para determinar a sua estrutura e, então, criar drogas inteligentes. E antes trabalhei na automação de testes de semicondutores.

Tenho certeza absoluta de que fui aceito no meu doutorado na super concorrida Carnegie Mellon University (CMU) porque fiz a minha tese de mestrado na PUC-Rio em robótica, que fui aceito no mestrado em engenharia mecânica na PUC porque fiz especialização em robótica na Inglaterra através do ORT, e porque dava aulas de robótica no ORT.

Em todos estes anos ainda não vi um programa de segundo grau técnico como o do ORT Brasil. Eu sempre estive envolvido em competições de robótica onde eu fui orientador de times de escolas e/ou juiz nas competições internacionais. Quando falo sobre o ORT para os professores e tudo o que aprendi e tive a oportunidade de ensinar (robótica, computer vision, inteligência artificial, integração de automação com projetos de biotecnologia, projeto e construção de interface para computadores), tem gente que fica de boca aberta. O Brasil não fica atrás de escolas “de primeiro mundo”. Na verdade, na minha modesta opinião, está à frente. Se eu estivesse morando no Rio, meus filhos estariam estudando no ORT.

Para meus professores no ORT, para a administração, funcionários colegas de trabalho, estagiários, e todos os alunos que me ensinaram tanto, os meus mais sinceros agradecimentos. Não tenho como colocar em palavras o quanto vocês mudaram a minha vida. MUITO OBRIGADO e considere manter contato.


Jack Silberman

PS: Sei que os estagiários com quem tive a oportunidade de trabalhar no ORT estão muito bem profissionalmente. Espero ler sobre o sucesso deles no site do ORT em breve ;o)

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